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Variedades de uva em Mendoza: Malbec, Cabernet e mais

Malbec, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Torrontés

Discovery Wine Mendoza
Outubro de 2024
5 min de leitura

Quando se fala de vinhos argentinos, todo mundo pensa em Malbec. Mas Mendoza tem uma variedade de cepas muito mais rica do que o marketing internacional sugere.

Neste guia vamos percorrer as variedades de uva mais importantes de Mendoza: as clássicas que conhecemos todos, as surpresas modernas e as cepas raras que vale a pena descobrir.


Cepas tintas: as protagonistas de Mendoza

Malbec: o rei indiscutível

O Malbec é para Mendoza o que o Malbec é para Argentina: identidade pura. Originária de Cahors (França), encontrou nos solos pedregosos e a altitude mendozina condições que na Europa nunca teve. O resultado é um vinho com características próprias: cor profunda, taninos suaves, notas de fruta negra (ameixa, amóra), violetas e especiarias.

75% do Malbec do mundo é cultivado na Argentina, e a maioria está em Mendoza. Há perfis muito distintos conforme a zona: o Malbec clássico de Maipú (frutado, acessível), o Malbec premium de Luján de Cuyo (estruturado, complexo) e o Malbec de altitude do Vale de Uco (mineral, elegante). Para entender essas diferenças, recomendamos nosso guia das regiões do vinho.

Cabernet Sauvignon

A cepa internacional clássica. Em Mendoza se dá muito bem, especialmente em solos de Maipú e Luján de Cuyo. Vinhos com corpo, taninos firmes, notas de fruta negra madura, pimentão e especiarias. Muitos rótulos premium argentinos são blends onde o Cabernet joga papel importante.

Cabernet Franc

A cepa da moda nos últimos anos. No Vale de Uco encontrou um terroir excepcional. Vinhos elegantes, com notas herbais (pimentão, tomilho), fruta vermelha e mineral marcado. Se nunca provou um Cabernet Franc argentino de altitude, recomendamos especialmente.

Bonarda

A cepa "esquecida" que está voltando. Originária da Itália, a Bonarda foi durante décadas a segunda variedade mais plantada na Argentina (depois da Criolla). Hoje vinícolas como Familia Zuccardi estão fazendo Bonardas premium que demonstram seu potencial. Vinhos suculentos, frescos, com notas de fruta vermelha e taninos suaves.

Tempranillo

Originária de Espanha (Rioja, Ribera del Duero), também se adapta bem a Mendoza. Vinhos com corpo médio, notas de couro, tabaco e fruta madura. Usa-se muito em blends.

Petit Verdot

Cepa francesa clássica de Bordeaux. Em Mendoza usa-se principalmente em blends. Aporta cor, taninos e notas de violeta. Algumas vinícolas como Achaval Ferrer e Catena Zapata fazem varietais puros excepcionais.

Dica de degustação: Se quer entender as diferenças entre Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, peça em alguma degustação uma "degustação comparativa" das três cepas do mesmo vinhedo.

Cepas brancas: a surpresa mendozina

Chardonnay

A cepa branca mais plantada em Mendoza. No Vale de Uco a 1.500 metros de altitude produz vinhos com frescor, mineralidade e notas de fruta branca. Catena Zapata, Salentein e Trapiche têm Chardonnays premium reconhecidos internacionalmente.

Sauvignon Blanc

A revelação do Vale de Uco. Vinhos com notas cítricas, herbais e de mar (em altitude), com acidez vibrante. Vinícolas como Bodegas Bianchi e Andeluna ganharam prêmios com esta cepa.

Torrontés

A cepa branca emblemática da Argentina. Originária da região de Cafayate (Salta), também se cultiva em Mendoza. Vinhos aromáticos (jasmim, laranja, maçã verde), frescos e de baixa acidez. Susana Balbo é a referência nacional.

Viognier e Semillón

Variedades menos plantadas mas com muito potencial. Algumas vinícolas boutique estão fazendo rótulos excepcionais com estas cepas. Vinhos brancos com corpo, notas a frutas tropicais e mel.

Vinhos de cepas pouco conhecidas

Blends: a liberdade criativa

Os blends são combinações de várias cepas, onde o enólogo busca um perfil único que nenhuma cepa pura consegue. Argentina é referência mundial em blends icônicos:

Se interessam os vinhos premium, recomendamos ler os vinhos de alta gama de Mendoza.

Onde provar cada cepa

Se quer montar uma degustação comparativa por cepas, as melhores opções são:

A experiência de fazer seu próprio blend

Se quer entender de verdade como se constrói um vinho a partir de distintas cepas, a melhor experiência é a Blending Experience: junto a um enólogo você aprende a misturar Malbec, Cabernet, Merlot e Petit Verdot, e leva sua própria garrafa personalizada.

Perguntas frequentes

Que cepa provar primeiro se sou novato?

Comece com um Malbec jovem de Maipú. É acessível, frutado e representa a essência mendozina. Depois prove um Malbec premium de Luján para entender a diferença de qualidade.

Há cepas autoctones argentinas?

Estritamente não. A Criolla e o Cereza são cepas trazidas pelos espanhóis que se adaptaram localmente. A verdadeira "estrela nacional" é o Malbec, que embora veio da França, alcançou na Argentina sua máxima expressão.

Por que o Malbec mendozino é tão distinto do francês?

Pela combinação de altitude, amplitude térmica, solos pedregosos e clima seco. Em Cahors (França) o Malbec dá vinhos mais austéros e tânicos. Em Mendoza, a fruta é mais madura, a cor mais intensa e os taninos mais redondos.

Qual é o melhor ano para os vinhos mendozinos?

2010, 2013, 2017 e 2020 são considerados grandes safras. Mas a qualidade mendozina é bastante constante ano após ano, graças ao clima seco e previsível.


Se quer organizar uma degustação especializada em cepas e conhecer as vinícolas que melhor as trabalham, escreva-nos por WhatsApp. Montamos itinerários temáticos para wine lovers que querem ir além do Malbec clássico.

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